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Postagens

O que a Margarida realmente pensa - Falando sobre cólica do lactente

O que a Margarida realmente pensa? Quero colo! Não leite em pó! Assunto da semana em rodas e grupos de mães nas redes sociais foi um texto infelicíssimo numa revista para o segmento de pais e filhos. Como provavelmente quem me lê são mães e interessad@ s no assunto vocês sabem que texto é, quem escreveu e qual revista publicou. Não vou dar ibope e ajudar a difundir tal falácia e besteirol que com a força de muitas mulheres informadas que leem além dessas revistas fizeram um rebuliço tirando essa coisa (não encontro outro nome) do ar. A justificativa da autora mostra mais uma vez que seu intuito furado era furado duas vezes. A primeira porque era fazer uma propaganda velada e não colou, e o segundo intuito, dito por ela, mostrar as mães que tiveram que complementar a alimentação dos filhos com fórmula que isso não é tão mal. Nota-se que muito provavelmente ela pouco sabe sobre o assunto e foi mal assessorada caindo no conto da industria do leite em pó.  É muito raro q...

Receita do domingo: pasta de rúcula com pesto cremoso de rúcula e salmão

Tem bastaaaaante tempo que não posto receitas, não por conta de uma cozinha parada, muito pelo contrário, mas por falta de tempo mesmo. Já disse que admiro a galera que bloga receita com frequencia incluindo fotos do passo a passo, mas com filhotinho é bem mais complexo. Só que esse domingo foi A receita! Semana passada também roulou um viola à belle menière que eu vou compartilhar um dia desses, mas pasta feita em casa aberta com cilindro que ganhei de aniversário não tem melhor, caseiro é tuuuudo dibão e ainda sabemos o que tem dentro. Nas férias quando fomos à Itália fomos em um restaurante divino em Turim e meu marido pediu esse prato e nosso filho com 15 meses caiu dentro e ignorou seu prato kids (pasta com tomates não é tao incrível quanto rúcula minha gente). Mas antes da receita uma historinha pra contar o que me motivou. Quando me casei ganhei de presente uma máquina de pão, porém como ela veio da França tem voltagem 220 e no Rio de Janeiro é 110, sendo assim comprei uma tom...

Carta às meninas

Fonte Google Procurando por uma imagem de mulher sem maquiagem parece que a maquiagem é a salvação pra todos os problemas e sem as mulheres são feias. Acho que essa foto faz pensar, quem gostar realmente da segunda imagem tem como referencial de beleza os travestis. Entro no ônibus, lugar que ultimamente sempre me faz escrever quando estou sozinha e vejo cabelos penteados, esticados, pintados, rostos maquiados para um dia a dia em meninas que são ainda tão jovens. Mas já mascaradas com a beleza ditatorial, escondem a vida e suas marcas naturais a beleza bruta a beleza verdadeira. Depois desse grupo vi uma menina com pelinhos nas axilas a mostra quando se segurava, eram tão simpáticos, tão reais e genuínos ela me parecia mais humana e menos Barbie, menos de plástico e plástica. Coletivo Além projeto Pelos Pelos Refleti que aprendi a odiar os pêlos porque a sociedade e a cultura que vivo são assim, mas sendo eu filha de um quase Tony Ramos aprendi a me odiar um pouco a medi...

Considerações sobre um parto tipo humanizado

Tá dificil blogar, sem tempo mesmo, há três dias querendo postar...Eu hoje ia postar uma outra coisa que tá quase pronta, só faltavam os links, mas resolvi mudar de assunto completamente, pois as mães das redes sociais em todos os grupos só falam sobre esse assunto e eu preciso me manifestar para além das redes. Preciso dar um outro lado da moeda e com informação de qualidade, para problematizar e provocar questionamentos. O que está acontecendo e que está mexendo com a cabeça das mulheres mães é o caso de uma mulher que foi para a Maternidade Maria Amélia no Rio de Janeiro e seu bebê morreu em decorrência da aspiração de mecônio (o primeiro cocô). A mídia sensacionalista abraçou o caso e isso me soa muito mais como um golpe no movimento de humanização do parto do que real preocupação com esta mãe e compromisso com a informação, pois a referida maternidade municipal possui profissionais humanizados, infelizmente não são todos, mas há equipes que prezam pelo respeito a fisiologia do ...

Vida profissional X vida maternal

google Já tinha um post escrito pela metade sobre essa divisão da vida entre a maternidade e uma carreira, mas soube da blogagem coletiva proposta pelo Femmaterna e me enchi de vontade de terminá-lo e compartilhá-lo nesse momento oportuno. Esse assunto é bastante polêmico, pois a equação vida maternal + vida profissional = pessoa desgastada e se sentindo incompleta em ambas as atividades, além de uma insatisfação com o desempenho nos dois lados, pelo menos essa é a minha opinião e de outras mães que tentaram ou que ainda estão tentando conciliar a dupla jornada imposta pela nossa sociedade. Porque pra sociedade vida de mãe é vida devassada. Pitacos, críticas e sugestões ficam numa caixa virtual ao lado como se fosse em um balcão de alguma empresa que te pede sugestões. Nós, mulheres e mães não pedimos conselho algum, mas cansamos de ouví-los. Somos pressionadas a sermos boas mães, mas ao mesmo tempo o ser boa mãe pode ser bastante relativizado, não é comum...

Dançar: um filme sobre a vida e obra de Helenita Sá Earp

Vou interromper a programação normal deste blog. Ops, esse blog não tem programação normal. Então, eu acabei de ver um documentário e preciso escrever ainda sob os efeitos de todas as sensações que ele me causou, quase ninguém vai entender, mas entendedores entenderão é um post en dedans. Eu cheguei atrasada graças a dupla Dudu e Paes que resolveram espancar os professores por mais um dia, perdi o início do documentário sobre justamente uma professora, uma mestra, minha mestra e mestra dos meus amigos, aliás tenho amigos maravilhosos graças a ela. É graças a ela muitas coisas boas na minha vida. Dançar, experienciar o movimento, inovar, vanguarda, ousadia, são muitas palavras que me veem e me tomam subitamente após essa exibição, mas o orgulho me transbordou e me emocionei muitíssimo com o que foi dito por tantas pessoas de tantas áreas, umas mais célebres outras nem tanto, mas cada uma falava desse alguém que eu reconheço em mim, e que vejo completamente imortal, que me foi p...

Limites: o não e a negação sem o não. Nossa história enquanto o terible two não vem

Estava escrevendo o post no telefone e o bendito tocou. E eu atendi. E o post sumiu. Mas vou tentar lembrar. Afinal é um assunto da série: quero escrever sobre isso, mas enrolo.Porém, hoje estava lendo um tópico e mensagens na rede do zuck de um grupo de mães que gosto muito e que me fizeram pensar em desengavetar essa ideia, ou melhor, desencerebrar mais uma ideia entre as tantas e ecléticas que passam nessa cachola e assim pulo do flúor pra qualquer outra coisa. Garanto que são muitas ideias, mas o tempo de escrever é inversamente proporcional. O assunto é meio polêmico, posso até ser crucificada, mas como o mundo é velho e sem porteiras, cada um faz o que pensa ser melhor para si e para seus rebentos também. Sem mais delongas e rodeios o tema das próximas linhas é dizer um pouco da nossa experiência com o famigerado não. Acredito estar maternando numa geração meio termo. Pois as gerações anteriores a grosso modo se dividem em duas:  as que nada permitem e oprimem e aquela q...