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Dançar: um filme sobre a vida e obra de Helenita Sá Earp


Vou interromper a programação normal deste blog. Ops, esse blog não tem programação normal.
Então, eu acabei de ver um documentário e preciso escrever ainda sob os efeitos de todas as sensações que ele me causou, quase ninguém vai entender, mas entendedores entenderão é um post en dedans.
Eu cheguei atrasada graças a dupla Dudu e Paes que resolveram espancar os professores por mais um dia, perdi o início do documentário sobre justamente uma professora, uma mestra, minha mestra e mestra dos meus amigos, aliás tenho amigos maravilhosos graças a ela. É graças a ela muitas coisas boas na minha vida.
Dançar, experienciar o movimento, inovar, vanguarda, ousadia, são muitas palavras que me veem e me tomam subitamente após essa exibição, mas o orgulho me transbordou e me emocionei muitíssimo com o que foi dito por tantas pessoas de tantas áreas, umas mais célebres outras nem tanto, mas cada uma falava desse alguém que eu reconheço em mim, e que vejo completamente imortal, que me foi passado, e que eu repasso e vejo n@s alun@s que tenho e tive, na faculdade de dança, na dança com sua crias... Ela estudou o movimento e o movimento é continuo, é vivo e não cessa mesmo quando não é percebido, já dizia ela: é potencial.
Esse filme me traz o respaldo que nunca precisei, mas que de algum modo me conforta, ouvir vozes que ecoam seu nome, vozes que contam histórias de uma vida que ainda existe, de um alguém que existe para além do meu círculo. Não, não somos loucos coletivos, não, não inventamos nada e nem precisávamos provar nada a ninguém, pois nós vivemos e sabemos do que se trata. Mas essas vozes me fizeram não me sentir só em meio aos meus, Helenita pertence! Helenita é vida vivida na dança e tem um legado que não pode mais ser renegado, nem relegado.
Quanta poesia em movimento! Que fotografia linda! Que delícia ver amigos amados em cena! Que gostoso ver essa história que me atravessa e atravessa tantos outros! 
Dançar a vida de Helenita Sá Earp é uma ode a dança.
É também uma homenagem singela aqueles que marcaram-se nessa trajetória e um deleite para quem conhece ver colegas se lançando na dança na flor da idade, e quanta dedicação! Quanto afinco! Quantas exclamações poderia fazer...

Mas só restou uma sensação boa no peito, lágrimas nos olhos e meu aplauso demorado de pé.

Palmas
almas que dançam
se lançam no tempo
se fazem imortais.

Obrigada a todos que fizeram e fazem parte desa história e que contribuíram para que tudo isso hoje seja um filme com a qualidade que tem. Parabéns!






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